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O bom desempenho do ciclista em um passeio, trilha, treino ou competição, muitas veses depende de pequenas ações, pequenos toques, alguns desses, o ciclista leva um bom tempo para aprender sozinho, nesta seção queremos incurtar este tempo, com as DICAS aqui passadas. Leia com muita atenção e boas pedaladas.

Caso você tenha alguma dica legal, mande para contato@pedalserrano.com

MATÉRIAS DISPONÍVEIS:

  • ABRAÇADEIRAS DE NYLON (Geral)
  • ÓCULOS DE PROTEÇÃO INDUSTRIAL (Segurança)
  • HIDRATAÇÃO, CONHEÇA SUA IMPORTÂNCIA (Saúde)
  • MÉTODO DE PEDALADA IDEAL (Treinamento)

_________________________________________última atualização: 16/11/2008.


Em breve vamos abordar este assunto, aguardem.

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A abraçadeiras de que iremos tratar são conhecidas por vários nomes, entre eles: abraçadeira, abraçadeira insulok, enforca gato, e por aí vai. A princípio, foi desenvolvida para amarrar chicotes de fiação elétrica, porém, com um pouco de imaginação e criatividade, esta abraçadeira esta presente praticamente todos os setores da nossa sociedade.

Alguns exemplos de aplicação: Amarração de painéis de propaganda, fechamento de embalagens, podutos vendidos em blister (encartelados), e até como algemas. E só prestar atenção e certamente ira encontrar estas abraçadeiras com muita frequência.

Em se tratando de bicicletas, sua utilização e indispensável, alguns exemplos: prender os cabos do ciclocomputador, prender suporte de caramanholas, auxiliar em amarração de cargas, etc. Porém, são em momentos de emergência que esta abraçadeiras acabam por salvar o dia, ou seja, com um pouco de criatividade e algumas abraçadeiras, quase tudo é possível.

Um detalhe importante a ser comentado, uma vez utilizada, não será possível o seu reaproveitamento, seu sistema de trava a torna descartável.

Por experiência, relacionei, no quadro abaixo, alguns modelos e marcas que mais utilizo, na hora da compra você pode pedir pelo comprimento, ou se preferir pelo nome comercial, código e/ou fabricante, no mercado existem outras marcas que não relacionei, mas que também são de boa qualidade.


Um bom exemplo de utilização das abraçadeiras em emergência, foi um pneu rasgado em uma trilha da serra do mar, veja as fotos clicando aqui.

Não se esqueça, separe algumas abraçadeiras e as coloque em sua mochila quando for fazer uma trilha ou alguma viagem, elas poderão salva-lo de alguma situação inesperada.

Links dos fabricantes:

Muitas lojas vendem estas abraçadeiras, porém, os melhores preços são encontrados em lojas de materiais elétricos.

Abraços e boas trilhas.

Roberto Lima

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Quando falamos em segurança para o ciclista, não é só capacete, luvas, espelho retrovisor ou refletivos, existe um grande número de equipamentos que são essenciais, nesta matéria vamos falar um pouco de óculos.

Em inúmeras situações, seja nas trilhas ou mesmo nas cidades, os óculos não devem ser deixados de lado, imaginem a seguinte situação, em uma trilha após passarmos por um poça de lama, é normal este barro ser lançado para todos os lados, neste caso o uso de óculos e indispensável para que este não atinja nossos olhos. 

Muitos vão se perguntar, óculos na cidade? Sim, na verdade em nossas cidades há tanta necessidade quanto nas trilhas, imaginem um carro passando por você, a quantidade de poeira que este levanta já é o suficiente para atingir seus olhos, e diferentemente das trilhas, nas cidades você não tem a tranqüilidade de parar imediatamente, se descuidar o acidente pode acontecer.

Mas, como comprar um óculos próprio para ciclismo, são muito caros, e quanto a qualidade?

Há algum tempo venho testando ÓCULOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL, que são baratos se comparados aos óculos esportivos tradicionais, e hoje a qualidade aplicada à este produto em nada lembra aqueles óculos do passado, novos designer foram aplicados, conforme mostramos nas fotos mais a frente.

Buscando esta alternativa conversei com alguns especialista no assunto e descobri que estes óculos, alem de recomendados, são muito bons, porém, há outras preocupações para levarmos em conta, veja o que diz o Dr. Queiroz Neto, médico oftalmologista da região de Campinas, sobre qual a melhor cor de lentes para usarmos nas trilhas.

A melhor cor é o fumê (cinza), porém, o importante é sempre ter nos óculos filtros UV, e lentes de policarbonato que são muito resistentes e segura.

Os óculos de policarbonato podem evitar e minimizar em até 90% os ferimentos nos olhos relacionados a esportes. Em média, as lentes de policarbonato são 26% mais finas e 28% mais leves que as orgânicas comuns, o que facilita sua utilização nas mais diversas modalidades esportivas. 

Os ciclistas mantêm uma posição atípica da cabeça e dos olhos; mesmo assim, eles precisam ler informações detalhadas a partir de instrumentos e mapas com muita rapidez. Isso requer acuidade dinâmica e sensibilidade ao contraste. Proteção ocular contra vento e pequenos fragmentos também é importante.

Muitos danos causados pelo esporte acabam passando em branco, como é o caso dos raios ultra-violeta. Seu efeito pode ser maior ou menor, dependendo do local em que o esporte é praticado. Na montanha, por exemplo, a radiação UV é extrema, especialmente no inverno, já a neve reflete 85% desses raios, a água, por sua vez, reflete algo em torno de 20% e a areia, 10%. 

Esses fatores devem ser levados em conta, já que a falta de proteção contra raios UV podem provocar doenças e prejudicar a conjuntiva e a córnea de maneira irremediável. “A exposição ao sol pode causar doenças agudas, como pterígio (membrana que cresce sobre o olho) e ceratite, que deixa o olho irritado e vermelho no final do dia. “Há também doenças crônicas como catarata e degeneração macular relacionada à idade.”

Senso assim, ao comprarmos um óculos devemos nos preocupar se este tem filtros contra raios UV, e se suas lentes são de policarbonato.

Também conversei com representantes de duas conceituadas empresas do ramo de materiais de segurança, a Danny Cómercio Importação e Exportação Ltda. e a Kalipso Equipamentos Individuais de Proteção Ltda. sobre a qualidade dos óculos de segurança industrial, eles explicaram que todos os óculos atendem rigorosas normais e enviaram documentação, ou seja, Certificados de Aprovação de Equipamento de Proteção Individual expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, que comprova a qualidade.

Fabricados em policarbonato com proteção contra raios UVA e UVB, além de bonitos, alguns modelos são ajustáveis, outros tem tratamento anti embaçante e todos passam por tratamento anti-risco que garante uma vida mais longa aos óculos.

Além de todos os benefícios já mencionados, estes óculos, que são vendidos em lojas de materiais de segurança não ultrapassam o valor de vinte reais, mas atenção, no mercado existem muitas outras marcas, antes de compra-los (de outras marcas) façam uma boa pesquisa e não saiam comprando só porque o vendedor disse que é bom.

Outro ponto a ser levado em consideração é o fato de ser comum acabarmos riscando as lentes de nossos óculos, neste caso um óculos comprado a este preço pode facilmente ser substituído.

Modelos de óculos de proteção


Quanto as cores de lentes a serem utilizadas, segue:

Transparente: Pode ser usado a todo momento em locais abertos ou fechados, e principalmente em manutenções gerais.

Fumê (cinza): Pode ser usado ao ar livre e em ambientes fechados, pois proporciona de 15 a 75% de absorção de luz.

Amarela: Ideais para serem utilizadas à noite ou em dias nublados porque têm a função de intensificar a luz.

Verde: É um filtro natural que deixa as imagens mais nítidas e permite maior visibilidade, perfeito para o dia-a-dia (ambientes claros e escuros), pois proporciona de 15% a 80% de absorção de luz.

Pense nisso.

Comentários e/ou sugestões, envie e-mail para contato@pedalserrano.com

Agradecimentos:

Dr. Queiroz Neto (Oftalmologista) www.drqueirozneto.com.br

Sr. Ricardo LimaDanny www.danny.com.br

Atendimento ao Consumidor - Kalipso www.kalipsoonline.com.br

_____________________________________________________por Roberto Lima



HIDRATAÇÃO DURANTE O EXERCÍCIO

A maioria dos praticantes de atividade física e/ou atletas não consome líquidos em quantidades suficientes durante o exercício e se desidratam. A desidratação severa pode ser risco de vida para o atleta e mesmo uma pequena desidratação pode diminuir o seu desempenho. Isso pode ser ainda mais grave no verão, quando as temperaturas estão bem elevadas e a sudorese é maior, contribuindo para uma grande perda de peso durante o exercício.

Porque se preocupar com a hidratação durante o exercício?

A desidratação pode acarretar em algumas conseqüências fisiológicas em nosso organismo, entre elas:

1. Aumento dos batimentos cardíacos;
2. Diminuição do fluxo sanguíneo – comprometendo assim o fornecimento de oxigênio e substrato energético para os músculos em trabalho;
3. Aumenta a temperatura corporal – maior risco de se desenvolver o quadro de hipertermia;
4. E, logicamente, diminui o desempenho.

Para que isso não aconteça, aqui estão algumas dicas para você se manter bem hidratado durante o exercício:

1. Conheça a sua perda de líquidos durante o exercício. Se pese antes e após o exercício e verifique o seu consumo de líquidos. Para cada quilo de peso perdido durante o exercício você deve consumir cerca de 1,5 litros de líquidos após o término do mesmo!
2. O seu organismo pode se adaptar a ingerir um volume maior de líquidos. Portanto durante os seus treinos, procure aumentar o seu consumo de líquidos mesmo que você não esteja com sede!!
3. Use um alarme ou peça para o seu treinador ou equipe te lembrar que está na hora de ingerir líquidos!
4. Tenha sempre os líquidos em lugares estratégicos que sejam de fácil acesso para você!
5. Experimente vários sabores de bebidas esportivas durante os seus treinos para saber qual delas você melhor se adapta!
6. Beba pequenos volumes (150 – 300 ml) em intervalos freqüentes (a cada 15/20 minutos) para minimizar eventuais desconfortos gastrointestinais;
7. Escolha a bebida esportiva porque ela contém carboidrato (ajuda no seu desempenho) e sódio (para ajudar a manter o balanço hídrico do organismo).

IMPORTANTE

Passe a ter a preocupação de se pesar antes e após os seus treinos para observar o quanto de líquidos foi perdido durante o treinamento. Faça isso em diferentes condições climáticas. Desse modo você consegue programar sua hidratação de forma mais precisa.

Lembre-se de que para cada 1 kg perdido durante o exercício é necessário repor 1,5 L após o término da atividade, em um período de até 6 horas.

ALGUNS TIPOS DE BEBIDAS E A SUA RELAÇÃO COM A HIDRATAÇÃO

Refrigerantes

Os refrigerantes são considerados alimentos de “calorias vazias”, pois possuem apenas calorias e água na sua composição, não fornecendo nenhum nutriente a mais para o corpo. Além disso, são bebidas gaseificadas, o que pode causar desconfortos intestinais e tem uma absorção mais lenta, não sendo ideais para a hidratação.

Bebidas energéticas

São bebidas que contém cafeína, uma substância estimulante, grande quantidade de açúcar, por isso, o nome energético, devido a energia proveniente do açúcar, além de aminoácidos e vitaminas, entre outras substâncias. Devem ser consumidas com moderação e não com a finalidade de hidratação, pois a combinação açúcar e cafeína auxiliam na eliminação de água devido ao efeito diurético da cafeína e o aumento da sede.

Bebidas isotônicas

São soluções cuja concentração de moléculas (osmolalidade) é semelhante aos fluidos do nosso corpo. São usadas principalmente para repor água e sais minerais perdidos pela transpiração ou outras formas de excreção, pois não interferem no equilíbrio hidroeletrolítico do corpo. São bebidas isotônicas o soro caseiro, água de coco, e outros isotônicos industrializados como Gatorade, SportDrink, Marathon etc. Podem ser consumidos por praticantes de atividade física, mas gestantes, lactantes, hipertensos, diabéticos, celíacos e pessoas com doenças renais não devem consumir o produto industrializado.

Água de coco

Líquido riquíssimo porque contém muitos nutrientes. É considerado um isotônico natural já que apresenta vários eletrólitos como sódio, potássio, fósforo e cloro por isso possibilita uma absorção mais rápida, recuperando as perdas dos minerais. É um líquido perfeito para reposição de água e eletrólitos, perdidos em atividades físicas ou na desidratação. Também possui na sua composição carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e fibras.

Fontes de pesquisa:

www.midiasport.com.br/dicas.asp?id=932            www1.uol.com.br/cyberdiet/colunas/040123_nut_x_sede2.htm

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Autor: Cleber Ricci Anderson, publicado na Revista Bike Action nº 40.

Devido ao grande sucesso de meu método, de cartas que recebi com elogios e depoimentos emocionados de ciclistas, triatletas, mountain bikers e até de "macacos velhos" que redescobriram suas pedaladas e melhoraram suas performances, resolvemos reeditá-lo na íntegra - aliás, com algo a mais. Tudo isso para que você possa também pedalar melhor. Se quiser sair na frente de seus amigos, não conte para eles!

Antes de mais nada, preocupe-se em acertar sua pedalada, separando um dos treinos da semana somente para isso - e, depois, utilizando o método como aquecimento de seus treinos daqui para frente.

O método visa o controle neuromuscular. Quanto mais é feito, mais a pedalada ideal entra no subconsciente e os movimentos ficam cada vez mais naturais.

Geralmente, todo mundo pensa que pedalar é fácil e que, como é só empurrar os pedais para baixo alternadamente, o futuro ciclista acha que já sabe pedalar e pode começar a pensar na periodização de seu treinamento visando essa ou aquela competição.

É uma tradição no ciclismo, que no Brasil foi esquecida, principalmente pela escassez de técnicos especializados em ciclismo e mountain bike nas últimas décadas. É um velho ensinamento, que acabou ficando para trás porque todo ciclista, profissional ou não, quando começa a temporada, depois de um mês sem praticamente tocar na bicicleta, deve voltar aos treinamentos específicos girando - ou seja, pedalando numa cadência (pedaladas por minuto) mais elevada. Era comum nas bikes de estrada substituir a catraca por um pinhão fixo, como nas bikes de pista - mantendo uma única relação leve, geralmente perto de 42x18 dentes

Na periodização do treinamento, a fase do giro deve ser a primeira do treinamento, antecedendo a de resistência. É dada ênfase ao giro, à adaptação ao movimento e à sinestesia (a percepção do movimento, desenvolvendo o sistema neuromuscular). Essa fase normalmente dura um mês. No final dessa fase, deve existir a transição com a fase de resistência e do treinamento mais pesado, alternando os treinos de longa distância com os treinos de giro. Para quem vem do sedentarismo, deve-se esticar o giro por mais tempo - assim como para aqueles que ainda não conseguiram desenvolver totalmente a pedalada redonda. É como na musculação. Quando você nunca fez ou ficou muito tempo parado, precisa passar pela adaptação ao movimento, utilizando carga mais baixa nos aparelhos. Somente depois que os músculos estiverem preparados e sabendo como fazer a força, você pode executar os movimentos com uma carga maior.

Giro certo

Imagine-se subindo uma longa escada. Se os degraus forem baixos, com um passo normal, você conseguirá subir sem muito esforço e por bastante tempo. Se os degraus forem altos e você quiser subir rápido, não chegará lá em cima sem ter que parar e tomar fôlego. Se conseguir chegar, estará todo dolorido e com a freqüência cardíaca nas alturas.

O mesmo acontece com o ciclismo quando retornamos aos treinamentos depois de um grande período sem pedalar (normalmente, por mais de um mês; às vezes, anos). Nesse caso, depois de tanto tempo longe dos pedais, se você quiser sair pedalando como quando estava "treinadaço", com transmissão pesada, vai acabar herdando uma dor nos joelhos - e outras por todo o corpo. Os músculos não estão mais acostumados com o esforço, estão um pouco atrofiados.

Provavelmente, você vai se desestimular mais uma vez porque voltou com tudo - achando que só porque um dia pedalou forte, pedalará sempre.

Esse primeiro mês de giro é o mais importante para todo o resto de sua vida ciclística. É nesse período que você aprenderá a pedalar, percebendo o movimento.

Mão leve nos shift-levers!

Na volta às pedaladas, a relação de transmissão deve ser leve, de preferência acima das 100 ppm (pedaladas por minuto). Sem forçar, fluindo fácil.

Os pneus devem ser, de preferência, de baixo peso e slicks (lisos) no caso de uma mountain bike - e calibrados com a pressão máxima. Sendo assim, eles facilitarão a inércia da bike, segurando-a menos no asfalto.

Na traseira do selim, normalmente o giro é melhor. Se sentarmos mais atrás do selim, giraremos com maior facilidade. A elevação das pernas ficará facilitada - tanto é que é mais fácil girar numa bike tradicional de ciclismo ou numa mountain com ângulo do tubo de selim em torno dos 73 graus contra 78 graus numa específica para triathlon. Esqueça a distância e a velocidade média do treino, que deve durar de uma a duas horas no máximo. É basicamente um passeio com transmissão bem leve, alternado com os exercícios educativos - ou seja, momentos em que estaremos atentos em cada uma das fases da pedalada. O importante é a qualidade. Faça tudo com muito prazer, procurando sentir tudo o que acontece com a musculatura das pernas.

Pedalada redonda

Educativo 1: retorno

Na passada dos pés pela parte de baixo da pedalada, você deve sentir os pés como se estivessem limpando as solas dos sapatos num tapete, tirando-lhes a terra. Faça força somente na parte de baixo da pedalada (ou seja, uma perna impulsiona a outra para cima). Faça esse educativo em três séries de, no máximo, um minuto por treino, alternado com os educativos 2 e 3.

Educativo 2: puxada

Concentre-se e comece a perceber os joelhos subindo e passando pelos pontos altos da pedalada. Faça com que eles subam ao máximo, sem que o movimento fique pontudo, quebrado. A pedalada vem de baixo e de trás - e não somente de baixo, como a gente acredita. Procure impulsionar a bicicleta somente com o movimento da puxada das pernas, sem fazer força para baixo. Não desanime se parecer que a bike não sai do lugar. Lembre-se que você está fazendo somente uma parte da pedalada.

Sinta o movimento e perceba que, para aumentar o giro, é fundamental a ascensão das pernas. Como esse exercício utiliza um grupo muscular maior, tente completar um minuto de tiro. Lembre-se: o importante é sentir o movimento e não buscar a performance máxima. Se pensar nisso, estará acumulando muito ácido lático nas pernas.

Educativo 3: chute

Da mesma forma e intensidade dos educativos anteriores, perceba somente a fase da pedalada em que, após a perna se elevar, você "chuta" alternadamente com cada uma das pernas, preparando-as para a compressão.

Apesar de serem considerados "pontos mortos" da pedalada, os pontos alto e baixo devem ser sentidos e observados. Eles são a perfeita união entre a compressão e a puxada das pernas, fazendo com que a pedalada fique redonda e perfeita

A compressão é a única fase em que você não precisa treinar, pois é a que você fez a vida inteira depois que aprendeu a se equilibrar na bicicleta.

Teste de cadência máxima: tiro de 10 segundos

O trajeto deve ser em asfalto o mais plano possível - e, de vez em quando, em quatro vezes por treino. Quando uma pequena descida embalar naturalmente, aumente o giro ao máximo, progressivamente e com pouco esforço, mantendo a pedalada redonda. Esse sprint deve durar, no máximo, dez segundos. A relação de marchas deve ser tal que permita um aumento de giro rápido e, no final do tiro, você "perca os pedais" (não consiga mais girar). O ideal é adquirir um ciclo-computador que informe a cadência, como o Sigma 1400 ou o Shimano Flight Deck.

Perceba que, quando realizamos o tiro de dez segundos, se a pedalada não está certa, o giro não aumenta e a pedalada fica falhada. Está aí um problema de coordenação. Procure lembrar dos educativos acima sempre que isso acontecer. Lembrar do joelho alto passando enquanto a outra perna "limpa os pés no tapete". Lembrar do pé chutando enquanto o outro está lá atrás. Pense em tudo ao mesmo tempo. E ainda pense tudo isso circular!

Batatas espremidas

Outro educativo para a pedalada ideal é a contração das batatas das pernas durante a aceleração, também conhecidas como panturrilhas ou gastrocnêmios. Essa contração não deve se estender por muito tempo. São poucas pedaladas, somente no momento de aceleração. Só um atleta treinado conseguirá realizar esse movimento por bastante tempo, usado muito em situações de pedalada ao máximo. Ela deve ser utilizada para acelerar. Ao atingirmos nossa rotação máxima, devemos procurar a manutenção do giro, relaxando as "batatas" e soltando o movimento.

Sinta a perna inchar, sinta os músculos das coxas irrigados, trabalhando ao máximo. Essa sensação da perna "cheia" é sentida, sobretudo, na elevação da perna. E termina no final da compressão.

Pode parecer difícil, mas é um exercício de coordenação, que aos poucos passará para seu subconsciente - sendo, depois de um tempo, automático. Mesmo um atleta experiente, quando volta às pedaladas ou quando está necessitando da máxima performance, precisa de concentração

Organizando os tiros

1. Os educativos podem ser inicialmente feitos com rotação mais baixa. Aumente a transmissão, utilize uma marcha um pouco mais pesada e confortável do você utiliza quando busca os 100/110 ppm (pedaladas por minuto) - até que o objetivo seja alcançado (até que você consiga sentir somente a parte da pedalada do educativo

2. Faça força somente na fase da pedalada mentalizada naquele momento, completando o resto do ciclo sem força alguma. Perceba que cada "pedaço de pedalada" utiliza músculos diferentes. Após alguns segundos, você os sentirá "queimando", como na musculação. Por essa razão, não exceda mais do que um minuto em cada exercício. Se não der para fazer um minuto de exercício, no mínimo execute vinte segundos. Para ajudar, conte mentalmente 1-2, 1-2, 1-2, relacionando a cada uma das pernas. Cuidado para não se machucar fazendo muita força. Lembre-se: o importante é sentir e fortalecer aos poucos os músculos, que normalmente não são bem trabalhados. Um exemplo: quando fizer o exercício do chute, você sentirá o músculo tibial, o que fica à frente e ao lado da canela. Esses exercícios servem também para que você aqueça toda a musculatura antes de um treino ou competição.

3. É até uma redundância, mas é sempre bom falar: faça muito alongamento antes e depois do treino, com calma e cuidado. Se você ainda não sabe como, acesse meu texto em www.andersonbicicletas.com.br (clique em anderson magazine/preparação física/alongamentos).

4. Para a realização desse treino, certifique-se de que os pés estão bem fixos e de que o calçado está apertado ao máximo, deixando os pés justos dentro das sapatilhas. No caso de firma-pés, que as correias estejam apertadas ao máximo (sugiro que invista num bom par de pedais de encaixe e sapatilhas).

5. Portanto, o treino se desenvolve por, no mínimo, uma hora e deve ser organizado da seguinte forma:
   a. alongamento
   b. abdominais
   c. sair para pedalar buscando um trajeto o mais plano possível, numa cadência, se possível, entre 100 e 110 ppm durante pelo menos quinze minutos (ou até sentir-se bem aquecido).

6. Buscar um plano (ou, de preferência, uma subida muito leve), encontrar uma cadência e transmissão confortável e começar pelo exercício da fase de retorno ("limpar os sapatos no tapete"), com duração entre 20 e 60 segundos.

7. Se, durante o exercício, a transmissão for insuficiente, ou seja, muito leve, recomendo um falso plano para o tiro. Após cada tiro, faça uma recuperação livre até sentir-se pronto para outro tiro. Essa recuperação é uma volta ao giro de 100/110ppm.

8. Da mesma forma, faça o exercício da puxada e depois o do chute, sempre alternando com o giro de 100/110ppm. A compressão você já faz desde que aprendeu a pedalar. Não é necessário fazê-la.

9. Repita mais duas vezes cada exercício.

10. Para colocar em prática o giro máximo, aguarde uma "embalada" natural do trajeto, geralmente numa pequena descida, e realize três sprints de dez segundos, buscando o giro máximo. Observe a cadência máxima pedalando sentado. Faça, no início do giro máximo, a contração das batatas das pernas e perceba a diferença.

11. Volte aos 100/110 até completar o treino.

Giro balanceado

Somente assim você atingirá, depois de muito treino e percepção, a pedalada ideal e um giro inacreditável. Se fizer a coisa certa e tiver talento, chegará a mais de 200 ppm. O giro controlado economiza energia, levando-o mais longe e mais rápido.

Não estou dizendo que você deva pedalar sempre em cadência elevada, como Lance Armstrong, que pedala sempre entre 100 e 110 ppm. Cada um se adapta a uma cadência mais confortável, otimizando a relação rotação/potência. Jan Ulrich, o alemão campeão do Tour de France 97, que fez frente a Armstrong em 2001 e quase o vence em 2003, pedala com a transmissão bem pesada - e, é claro, numa cadência bem menor, algo em torno de 70 a 90 ppm. Comparando esses dois atletas, a potência de ambos em watts é praticamente a mesma. Mas, para Ulrich e Armstrong terem sucesso em suas filosofias, ambos têm que realizar a pedalada perfeita

O teste da cadência máxima ajuda a definir se a sua pedalada está evoluindo ou não. É como uma roda de automóvel, por exemplo. Se estiver desbalanceada, não conseguirá atingir uma alta rotação. No caso da pedalada, é a mesma coisa. Se pedalarmos com muita ênfase, empurrando os pedais para baixo como a grande maioria ou pensando somente na puxada, estaremos fazendo com que a pedalada fique quebrada e não conseguiremos elevar a rotação. Somente é possível passar dos 200 ppm com a pedalada redonda - ou seja, com a mistura ideal entre a compressão, a "limpada no tapete", a "puxada" e o "chute".

Boa temporada para todos - e, é claro, com muito giro no início e uma longa e sólida época de base!

Fonte: http://www.andersonbicicletas.com.br/materias/pedalada_ideal.php

 
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